Na dor somos todos iguais.
O tempo anda muito depressa que é quase injusto. Os momentos bons duram só o tempo necessário para nos iludir... Para que a esperança brote lá dentro; e as raízes são profundas. Sempre são! Como se não bastasse, as músicas nos perturbam. Já não há mais música bonita. Todas cortam.
Posso andar pela mesma cidade, pelo mesmo caminho. As paredes continuarão pichadas, e as fachadas sujas; os ônibus continuarão cheios, o metrô sempre será o momento mais reflexivo. E quando estou mais disperso, um aroma vem e por segundos tenho aquela cena novamente. Os detalhes: as cores, os sorrisos, as intenções... Mas agora eu só posso olhar e assistir de camarote; meus erros.
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