quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Maçã.
Suas expressões tomam contornos artísticos quando você sorri. Há uma harmonia ímpar; uma singeleza rara. É como se todo o seu rosto se preparasse para à apresentação do seu sorriso, e na mais pueril analogia, seus lábios - vermelhos demais para qualquer mortal - se abrem como uma cortina de teatro, e não seria forçado dizer que o brilho é o mesmo de um ator iluminado. Você tem um olhar que não me deixa ter dúvidas do que você quer. Você joga com todo esse charme, e eu parado ali, pareço um garoto que se perdeu dos pais. Você me tem nas suas mãos e abusa disso. Quando passa, seus cabelos provam que há um complô. Uma conspiração para me tirar das bases, e eu caio. Quando se aproxima e me pergunta qualquer coisa, sou incapaz de jogar, apenas digo o que se passa aqui em meio a essa confusão. Você sorri da minha sinceridade, diz que está extinta, eu me recomponho. Você se vai e exala uma sensação de que a aproximação é iminente. Eu fico tentando te desvendar, e é impossível não pensar no teu balanço. Sim, suas pernas me chamam para o contato. Você olha e me vê te desejando, agora seu sorriso é diabolicamente sensual. O lugar é propício. Você sabe, eu sei, mas eles nunca saberão.
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
E quem limpará essa sujeira?
O carro está desgovernado
100 km, 150 km...
Irá bater!
Não há nada que possa impedi-lo
Nada do que possa pensar
A questão não é essa
Seus planos não terão efeitos, seu tolo.
Quantos segundos você acha?
Por sorte a rua está vazia, né?!
Ou gostaria de estragar alguma coisa antes?
Alguma vida?
Se você for, por que não levar alguém?
Esse pensamento é o mais normal!
Não tente se jogar
Isso só pioraria tudo.
É bem provável que bata a cabeça e morra
Que pena.
Sujaria a rua
Pense em quem terá que limpar
Você não tem compaixão?
O carro está desgovernado
100 km, 150 km...
Te concedo alguns segundos
No que quer pensar?
Em pessoas?
Por que elas mereceriam?
Foi graças a uma delas que você está nessa situação, lembra?
Não tem raiva?
Não, não quero ouvir
Não é problema meu.
Gastará seus últimos segundos rememorando?
Acho que perdemos um terço nesse papo inútil
Gasta-se mais da metade pensando... Sempre foi assim.
Cuidado! Cuidado! Ah...
Hahahhaha Brincadeira.
Te assustei?
Mas pelo menos, vi em ti uma ameaça de reação
Foi o instinto!
Por que não o utiliza?
O carro está desgovernado
100 km, 150 km...
O tempo está se esgotando
Agora realmente está, antes era só para botar pilha.
Sei sei... Por que sinto prazer nisso?
Você saberá se escapar!
No que está pensando?
Não temos tempo pra isso.
Ou temos até demais...
É um paradoxo!
Mas aconselho que te preocupes
É sobre sua existência?
Qual o sentido?
Ah, corta essa.
Algo tem sentido nessa vida, já teve alguma vez?
Teria um motivo de você estar aqui?
Então, convenhamos, não é esse o caminho
Uma pista?
Não.
O tempo acabou!
E quem limpará essa sujeira?
O carro está desgovernado
100 km, 150 km...
100 km, 150 km...
Irá bater!
Não há nada que possa impedi-lo
Nada do que possa pensar
A questão não é essa
Seus planos não terão efeitos, seu tolo.
Quantos segundos você acha?
Por sorte a rua está vazia, né?!
Ou gostaria de estragar alguma coisa antes?
Alguma vida?
Se você for, por que não levar alguém?
Esse pensamento é o mais normal!
Não tente se jogar
Isso só pioraria tudo.
É bem provável que bata a cabeça e morra
Que pena.
Sujaria a rua
Pense em quem terá que limpar
Você não tem compaixão?
O carro está desgovernado
100 km, 150 km...
Te concedo alguns segundos
No que quer pensar?
Em pessoas?
Por que elas mereceriam?
Foi graças a uma delas que você está nessa situação, lembra?
Não tem raiva?
Não, não quero ouvir
Não é problema meu.
Gastará seus últimos segundos rememorando?
Acho que perdemos um terço nesse papo inútil
Gasta-se mais da metade pensando... Sempre foi assim.
Cuidado! Cuidado! Ah...
Hahahhaha Brincadeira.
Te assustei?
Mas pelo menos, vi em ti uma ameaça de reação
Foi o instinto!
Por que não o utiliza?
O carro está desgovernado
100 km, 150 km...
O tempo está se esgotando
Agora realmente está, antes era só para botar pilha.
Sei sei... Por que sinto prazer nisso?
Você saberá se escapar!
No que está pensando?
Não temos tempo pra isso.
Ou temos até demais...
É um paradoxo!
Mas aconselho que te preocupes
É sobre sua existência?
Qual o sentido?
Ah, corta essa.
Algo tem sentido nessa vida, já teve alguma vez?
Teria um motivo de você estar aqui?
Então, convenhamos, não é esse o caminho
Uma pista?
Não.
O tempo acabou!
E quem limpará essa sujeira?
O carro está desgovernado
100 km, 150 km...
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