quarta-feira, 29 de junho de 2011
Queria ir para Portugal, e não voltar mais.
Andar pelas ruas de pedras retangulares, cor de cobre. Aquela descida com a mais bela vista, que de tão alto, causa até vertigem. Rir do sotaque sem ser descoberto, ou fazer trocadilhos infames na maior cara de pau, e, se questionado, ser cínico. Respirar outros ares e conhecer outros lugares, outras sombras... Forjar ser da família de alguém, e a matar de felicidade.
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Por favor!
Não tente ultrapassar essa barreira: O que é bonito daqui, só é porque está aqui. Não queira chegar tão perto para observar, por favor. Se você vier já não será mais.
Cenas
As cenas se desenham em minha mente, não posso evitar. Ando por aí imaginando que tudo pode ser filme. Vejo os movimentos das câmeras, e isso logo interfere no meu modo de agir. Já estou atuando, sou refém de minha imaginação.
Da realidade extraio tudo que deveria ser de outra maneira, alio com um pouco de imaginação, e às vezes misturo meus sonhos. Tem vez que nem sei o que é sonho e o que é roteiro. Tudo se completa.
Crio mundos, cenários inimagináveis, mas quando tento contar a alguém, não soa como eu imaginei que seria. Há coisas que sãos melhores na forma escrita, já outras...
Vejo meus sonhos andando por aí, e isso já é um tanto estranho demais para explicar.
Da realidade extraio tudo que deveria ser de outra maneira, alio com um pouco de imaginação, e às vezes misturo meus sonhos. Tem vez que nem sei o que é sonho e o que é roteiro. Tudo se completa.
Crio mundos, cenários inimagináveis, mas quando tento contar a alguém, não soa como eu imaginei que seria. Há coisas que sãos melhores na forma escrita, já outras...
Vejo meus sonhos andando por aí, e isso já é um tanto estranho demais para explicar.
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Inocência, moedas e esperança.
Um garotinho, cerca de 09 anos chama a atenção por fazer buracos em um campo. Todos o olham sem saber nada, mas não perguntam. Ele não liga para os olhares e segue fazendo uma trilha - como viu uma vez na tevê. Ao fim do campo, volta pelo canto, enche a mão de moedas e vai jogando de buraco em buraco. As pessoas o olham assustadas, elas não entendem.
Hoje é dia 20 de junho.
Hoje já é dia 20 de junho. Eu não me lembro do que aconteceu no dia 20 de junho do ano passado, nem mesmo o que aconteceu dia 20 do mês passado. O que me assusta é que eu não percebi. Aliás, só percebi que hoje é dia 20 quando vi o celular. Tudo passou como sem deixar rastro, ou o rastro seja exatamente essa sensação de vazio. Hoje, na noite de 20 de junho de 2011 estou me sentindo bem. A temperatura está boa, bem diferente da semana passado, e desses tempos todos, o engraçado é que eu só lembro do frio. Estão falando de um tal feriado, nunca sei quando é, e do que é. Não me apego às datas. Elas nem me deixam estudá-las, quando vejo, já foi. Alguns projetos estão andando, há muita coisa a ser ajustada, mas é sempre assim. Meu cabelo está médio - como se alguma vez não estivesse -, minha barba poderia estar maior... Hoje estou afastado da minha amiga que esses dias disse que me amava, não de propósito, mas isso parece ser uma roda. Em compensação - ou exatamente por isso - estou mais próximo do meu outro amigo, que a propósito não é tão apegado a ela... E por aí vai. É o que posso dizer sobre o tempo do agora.
sábado, 18 de junho de 2011
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Música.
Em quinze dias minha vida mudou mais que em 3 anos. Foram as semanas mais intensas de todas. Intensidade que vem a tona nos primeiros acordes daquela música. Sinto um arrepio que começa nas costas e vai até minha cabeça - onde já não tem controle. Por segundos, fragmentos daquela época tomam de assalto minha mente, e se repetem, uma, duas... Me lembro de pequenos detalhes. Coisas que parecem insignificantes mas que me marcaram. Pois é sempre assim: Nos lembramos dos detalhes para que as cenas se tornem perfeitas imagens. Imagens distantes que com o tempo tratamos de emoldurá-las. Lembro-me de fechar a porta depois de você, de encostar a cadeira, de como estava quente aquela manhã... E depois, de ir para lugares sozinhos ouvindo músicas e te ver em todos os lugares vazios do trem. Quando não, imaginar que você possa entrar a qualquer estação. A sua presença iminente me atordoava.
...
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domingo, 5 de junho de 2011
Só tenho o que escrevo.
Toda a minha arte é incerta. Não há nada concreto. Só tenho o que escrevo. Das milhares vontades de fazer algo notável; de iluminar, a única que de fato vive é esta! Que é instantânea; que não precisa de mais nada, apenas matéria prima, que é o que vivo. Ainda meio que em esboço, como ensaio. Mas será assim eternamente e, tudo bem.
sábado, 4 de junho de 2011
Elementar, meu caro Watson.
O amor é... Utópico. Simples!
Ponto final na discussão mais extensa de todos.
Ponto final na discussão mais extensa de todos.
Caverna.
Meus pés estão gelados. Há vento lá fora e um pensamento perpetuado aqui. Minhas anotações são quase diárias. Estou preso nessa caverna. Já andei tanto e ainda nenhum sinal de luz. Tenho que ir encurvado, já que sou maior que esse buraco. Queria saber qual é a melhor estratégia de escape. Me veio a mente uma pessoa que eu admiro. Queria saber o que ele faria. Ou se pode pelo menos me nortear. Já que terei tempo, penso como é belo admirar alguém, e como difícil isso é. Suas atitudes são sempre as mais corretas. Sua desenvoltura sobre qualquer assunto... Não perde a postura nunca! Queria ser, de fato, seu amigo. Transpor essa barreira de admirado e admirador, mas sempre meço minhas palavras diante dele. Tenho medo de dizer asneiras. É, por mais que eu queira pedir conselhos, um lado meu diz não. Meu orgulho insiste que não se pode se mostrar fraco diante dele. E assim eu continuo, sem muita coragem para pedir ajuda, com muita vontade de sair, e sem acreditar que ainda estou aqui.
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