As músicas voltam a alegrar. Me apresentaram uma gama maior. O vento ainda bate, e agora não é gelado, pelo contrário, ele me esquenta. Trás boas novas. Existe uma vontade de dançar.
Aumente, até o talo
Jogue suas roupas pelo corredor
Você tem pouco mais de três minutos para enlouquecer
Sem sincronismo!
Relaxa!
Movimentos impensados
A letra não importa
Dessa vez se atura coisas bobas
Apenas sinta!
terça-feira, 31 de maio de 2011
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Acumulado.
Eu entro e saio de mundos. É o que faço. Fico por aí. Quando o meu já está sem graça eu trago alguém.pra cá. Como aquela bicicleta nova, mostro para alguns selecionados. E talvez eu não perceba como isso possa ser prejudicial. Só penso no momento. É como acho que muitas coisas deveriam ser. Hoje, amanhã e depois... Parece que é uma coisa só. Estou sempre aqui escrevendo e me enganando, achando que colocar no papel ameniza. Só não acho justo. Quer saber? Se eu me arrependo? Não há um dia que eu não pense nisso. Mas toda a humanidade já se arrependeu de alguma coisa. Então, não estou sozinho. Só parece, e como parece. Esperança, é uma palavra que preciso olhar no dicionário, já esqueci o que significa, e apesar de detestar esse tipo de texto, é mais sincero do que a beleza de palavras escolhidas com a máxima precisão. Se eu ao menos... Se, se, se... É um jogo que tenta prever minha vida. Minha extinta liberdade. Não poder - ou tentar - fazer o que gosta é terrível, ainda mais quando se ama ao máximo, e quando não há um plano B. Mas okay, arrumarei oportunidades, o que me deixa indignado é que eu posso perder o melhor momento... Quando penso fico enfurecido, sobretudo comigo mesmo, por ter sido tão burro. Até as músicas que eu passava horas ouvindo já não suporto mais. As músicas cortam sem dó. Elas penetram sem te pedir licença e causam estragos. Tenho que ficar mais atento. Meus lugares já não são mais meus - quando se fica muito tempo sem frequentá-los você perde a posse. São como as pessoas. O pior é não poder tentar novamente, não há mais como. Se não for por quem quer que seja, por mim. Eu não consigo, me saboto toda hora, em todas os âmbitos. É difícil, apagar ou apenas lidar com isso. Parece que o carro não sai do lugar e ainda por cima não pode ser guinchado. E a estrada é tão longa, como farei? Tenho tão pouco tempo, tanto para errar - é, se não fosse esse. Não é justo. O que faz volta, e o que fiz para merecer isso? De repente já passou do momento de pensar dessa maneira, mas é quase impossível. É um circulo! Isso assusta, sempre volto, nunca ando. Nesse quarteirão eu já estou há tanto tempo. Conheço todas as casas. Sei das cores e das fachadas de cor, e ainda por cima não sei como passar para o próximo. Como se não bastasse tudo o que penso que fiz, me vem ainda o que eu não fiz. Outras situações, outros ambientes, outras músicas, outras dores. O que foi e ainda insiste em ser. Me cobra pelo meu sumiço, me cobra pelas promessas nunca cumpridas... Pelo cativar! E o que será da raposa agora? E é pior pensar que em algumas partes tens razão. Em todas as outras não há minha voz explicando como de fato ocorreu, motivos. Me cobram o frio que sentem após andar sem roupa pela rua. No momento da loucura tudo parecia lindo, mas agora o que será feito? Quer saber? Eu não sei. Não pensei nada além daquele momento. Entenda que somos imortais um para o outro. Eu prefiro lembrar do corpo ainda quente, do que te explicar como se proteger do frio. Não tenho respostas para todas as suas questões, talvez eu não possa te ajudar a chegar a elas. Quem sabe isso não valha a pena. De repente nem existe respostas. Eu te puxei, levei para minha vida, e agora você fica na rua, deve ver dessa maneira. Talvez eu tenha sido egoísta querendo apenas melhorar meus momentos. Não que isso seja de todo verdadeiro. Falta a parte que quis te mostrar coisas que normalmente ninguém vê. Um pedaço do meu mundo é assim. Pensei que seria divertido, e fui inconseqüente. A flor não pode ser dada mais do que algumas vezes, por mais belo que pareça o ato, ela já estará morta. Não que você não visse a poesia, eu só queria ter o prazer de te mostrar. E quem sabe você pudesse ver como eu vejo. Talvez isso tudo não passe de uma busca. Uma busca por alguém que possa ver, ouvir, sentir... como eu.
Estrutura.
Vá! Siga e veja. As ruas não são mais brilhantes, as cores se acabaram. E você deve considerar a possibilidade de não haver mais pássaros. Restou apenas à estrutura em ruínas. O vento bate com força, mas ela resiste.
Depois de um tempo a redescobriram em meio ao entulho. Quiseram pintá-la, mas a cor não lhe agrada mais... Quiseram tirá-la dali, em vão. Já não pertence mais a este mundo.
Sua unica preocupação é dar sombra.
Depois de um tempo a redescobriram em meio ao entulho. Quiseram pintá-la, mas a cor não lhe agrada mais... Quiseram tirá-la dali, em vão. Já não pertence mais a este mundo.
Sua unica preocupação é dar sombra.
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Meus poemas são apenas palavras. Minha dor, manchas no papel. Meu choro, teatro. Meu desenho todo preto, apenas falta de outras cores.
Eu abdico!
Não vejo as coisas como via antes. Sim, foi mais fundo que se podia imaginar. Agora abro mão de tudo isso, por um bem maior. As músicas apenas me inspirarão. Converterei emoção em arte. Posso até sentir o que vejo, mas nunca me colocarei no lugar. Não espero, não quero, e não acredito mais. Se era o que queria? Não. Mas assim será. Ninguém vai entender, e nem espero. Apenas serei sincero comigo mesmo. Darão outros nomes a isso, me insultarão, mas me manterei firme, e em silêncio. Ao futuro peço que culpe o passado. Eu abdico!
domingo, 29 de maio de 2011
Ditador!
Ele sempre está à minha frente. É como um jogo: ele dita as regras! Quando devo fazer isso, quando devo fazer aquilo, quando como e quando durmo. E ainda guarda tudo o que fiz, e como se não bastasse, me reserva surpresas. Tudo bem que me ajuda às vezes... Mas não passa de um ditador! Agora mesmo, já não posso mais falar... Acabou de ditar uma regra - a última do dia.
Já é hora de dormir.
Já é hora de dormir.
O rio não é mais o mesmo.
Não se aproxime meu bem. Deixe na memória a parte boa. O depois é sempre chato. Vamos lembrar das loucuras, é mais poético. Pular sem roupa de uma cachoeira gelada pode ser lindo, então não pense no frio que passaremos depois.
Ao me ver na rua comporte-se como um desconhecido, pois isso agora é a mais pura verdade! Não nos conhecemos mais. Eu mudei, você mudou, o rio não é mais o mesmo.
Não me tire a chance de te apresentar um novo eu.
Ao me ver na rua comporte-se como um desconhecido, pois isso agora é a mais pura verdade! Não nos conhecemos mais. Eu mudei, você mudou, o rio não é mais o mesmo.
Não me tire a chance de te apresentar um novo eu.
Soberano.
Quando escrevo o mundo se torna maior. As coisas banais não tem importância. Sou apenas eu e o desconhecido, mas agora sem medo. Conheço meus anseios quando atravessam a fronteira da mente para o real. Aí percebo como eram, sua forma e seu poder. É semelhante o que sinto quando vou dormir: Deito e estou sozinho com minhas dúvidas e pensamentos aflitos, alguns sorrisos de lembranças boas, e a sensação que neste momento sou soberano. Posso ser o que quiser, sem vergonha. Posso imaginar como as coisas poderiam - e deveriam - ser. Sou eu o dono desse, como posso denominar, não, não irei.
Tempo vá com calma...
...Não acompanho seu ritmo.
Parece que eu acordei de um coma.
Tudo está diferente.
As coisas mudaram e eu não percebi!
Onde eu estava?
Alguém pode me dizer?
Aqui tenho certeza que não, mas onde então?
Tudo está quebrado
As músicas cortam como navalha
Falta algo.
Onde está minha memória?
Falta um pedaço
O senhor pode me dizer?
Não tenha medo, são só perguntas.
A cidade é a mesma.
As ruas me levam para lá.
A porta continua fechada, e o vidro continua quebrado
Você não se importa?
Estou me sentindo como alguém que volta para seu país depois de anos.
É difícil não se sentir mais em casa.
Tempo vá com calma
Não te acompanho mais.
Parece que eu acordei de um coma.
Tudo está diferente.
As coisas mudaram e eu não percebi!
Onde eu estava?
Alguém pode me dizer?
Aqui tenho certeza que não, mas onde então?
Tudo está quebrado
As músicas cortam como navalha
Falta algo.
Onde está minha memória?
Falta um pedaço
O senhor pode me dizer?
Não tenha medo, são só perguntas.
A cidade é a mesma.
As ruas me levam para lá.
A porta continua fechada, e o vidro continua quebrado
Você não se importa?
Estou me sentindo como alguém que volta para seu país depois de anos.
É difícil não se sentir mais em casa.
Tempo vá com calma
Não te acompanho mais.
Jogo rápido.
Na dor somos todos iguais.
O tempo anda muito depressa que é quase injusto. Os momentos bons duram só o tempo necessário para nos iludir... Para que a esperança brote lá dentro; e as raízes são profundas. Sempre são! Como se não bastasse, as músicas nos perturbam. Já não há mais música bonita. Todas cortam.
Posso andar pela mesma cidade, pelo mesmo caminho. As paredes continuarão pichadas, e as fachadas sujas; os ônibus continuarão cheios, o metrô sempre será o momento mais reflexivo. E quando estou mais disperso, um aroma vem e por segundos tenho aquela cena novamente. Os detalhes: as cores, os sorrisos, as intenções... Mas agora eu só posso olhar e assistir de camarote; meus erros.
O tempo anda muito depressa que é quase injusto. Os momentos bons duram só o tempo necessário para nos iludir... Para que a esperança brote lá dentro; e as raízes são profundas. Sempre são! Como se não bastasse, as músicas nos perturbam. Já não há mais música bonita. Todas cortam.
Posso andar pela mesma cidade, pelo mesmo caminho. As paredes continuarão pichadas, e as fachadas sujas; os ônibus continuarão cheios, o metrô sempre será o momento mais reflexivo. E quando estou mais disperso, um aroma vem e por segundos tenho aquela cena novamente. Os detalhes: as cores, os sorrisos, as intenções... Mas agora eu só posso olhar e assistir de camarote; meus erros.
domingo, 22 de maio de 2011
Sabes.
Eu escrevo todo hora, é só sentar que sai. Se me perguntas como está o dia, lhe entrego mil palavras dizendo todos os detalhe. Começo dizendo como estava o aroma no caminho, até a parte da expectativa em sentar pra conversar contigo, e quando converso não digo nem metade do que passa aqui.
E se mesmo assim insiste, é porque sabes da metade do todo que eu não digo.
E se mesmo assim insiste, é porque sabes da metade do todo que eu não digo.
sábado, 21 de maio de 2011
sábado, 14 de maio de 2011
Na janela.
Veja, estão chamando todos lá fora. Parece que é festa. Vem logo! Não perca esses detalhes, é música para os olhos. Quantas cores! Eu vejo um menino de pijama azul bebê, ele é o mais livre... Olha como ele pula, parece não ter joelhos normais. Ele está tentando chamar a atenção da garota de amarelo que está fazendo bolhas de sabão, mas elas estão subindo muito, que o garoto não consegue pegá-las. Ele acha que se pegá-las lá no alto, se subir mais que todos, ela poderá gostar dele. Como se ninguém soubesse que quando ele não está olhando ela sorri em sua direção. É só questão de pegar no flagra o sorriso mais inocente, lindo de todos. Você está perdendo! Vem, depois você arruma isso aí. Daqui a pouco acaba. Eu queria participar, mas eu escolhi ficar aqui, agora tenho que aceitar. Mas você pode, então vá. Aproveite! Olhe esse senhor tocando saxofone. Nossa, como ele tem fôlego. Garanto que faz caminhada toda manhã com a dona Jaci, falando nela, ela está distribuição o bolo de cenora. Ah, que vontade! Quando eu ia na casa dela pegar pipa, ela sempre perguntava se eu queria um bolindo... Bons tempos, mas ainda são. E talvez sempre haverá de ser. A lá, o garoto percebeu o sorriso da menina, ah bem na hora. Agora quero ver ela dizer para as amigas, que não. Ahan, sempre soube. A bicicleta vermelha está com o pneu murcho, assim vai estragar a câmera de ar... Aiii Eita bolada que o senhor tomou. Também, vai passar bem na hora do pelezinho chutar. A hora do "melê" é crítica. Três dentro três fora e com próximo. Mas não adianta ficar nervoso, a culpa foi sua! Por que não pulou e deu uma ponte a-lá goleiro da seleção. Da janela do sobrado da frente estão jogando papelzinhos molhados. Os garotos do futebol são o alvo hahaha. Na cabeça, que boa mira. E o bolo ainda não acabou, corre! O que você tanto faz aí? Mais pessoas chegaram para o ensaio, olha só, já temos o trompete, aquele negócio grande de filme americano... Sabe que os nerds tocam, então. Vem cá que você vê. Temos também o bumbo, gaita... Esse ano a escola da vila vai arrasar em fevereiro. Quero ver! Que elegância. Ah, é a mulher da rua de cima, sabe aquela que o Pedro queria conhecer lá na quadra, então, ela toda linda e cheirosa eu imagino. Calma, foi só um modo de ver as coisas. É claro que eu prefiro você! É companheiro tem que agradar... E você não veio ainda, o que tanto faz aí? Deixa eu ver. Pra mim? Ah, que lindo!
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