sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Romântico obsoleto.


E o que você esperava?
Que abdicassem como você?
Que não sentissem a necessidade que você não sente?
E que esperassem algo que você nem sabe o que é?
Quanta ingenuidade!
Ninguém deseja pagar o alto preço
É alto demais.
O corpo padece quando a mente é fraca.
E mesmo quando não for,
Há necessidade é maior que a vontade!
Nem imaginam um outro reinício, é apenas o cíclico.
Só o cíclico existe.
Fugir daria trabalho...
Não pense mais que estão dispostos
Não é um tratado de liberdade, é a vida na forma mais bruta e avassaladora.
O biológico decide
E se você sofre, é porque é um romântico obsoleto.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Desesperança.

O barulho do relógio me incomoda. É como se salientasse que o tempo passa, passa e passa. Cada cravada é como uma pontada aqui. O tempo está frio demais para quem já não está tão feliz; é perigoso. Assisto filmes e mais filmes, como subterfúgios. Tento transformar tudo o que vejo em poesia, mas a poesia já se foi. Está tudo cinza, e não há a mínima previsão de melhora. Ficar acordado já não tem mais tanta graça. Pelo menos se eu dormir posso ter um daqueles sonhos bizarros, ou agridoces...

Me acorde quando a primavera chegar.