sábado, 4 de junho de 2011

Caverna.

Meus pés estão gelados. Há vento lá fora e um pensamento perpetuado aqui. Minhas anotações são quase diárias. Estou preso nessa caverna. Já andei tanto e ainda nenhum sinal de luz. Tenho que ir encurvado, já que sou maior que esse buraco. Queria saber qual é a melhor estratégia de escape. Me veio a mente uma pessoa que eu admiro. Queria saber o que ele faria. Ou se pode pelo menos me nortear. Já que terei tempo, penso como é belo admirar alguém, e como difícil isso é. Suas atitudes são sempre as mais corretas. Sua desenvoltura sobre qualquer assunto... Não perde a postura nunca! Queria ser, de fato, seu amigo. Transpor essa barreira de admirado e admirador, mas sempre meço minhas palavras diante dele. Tenho medo de dizer asneiras. É, por mais que eu queira pedir conselhos, um lado meu diz não. Meu orgulho insiste que não se pode se mostrar fraco diante dele. E assim eu continuo, sem muita coragem para pedir ajuda, com muita vontade de sair, e sem acreditar que ainda estou aqui.

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