quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Um dos motivos.

Não te vejo na praça, na quadra, nem no campo. Sua imagem está desatualizada em meu banco de dados. Só me recordo de você daquele longínquo ano de 2004. Não sei como está seu cabelo, sua altura ou seu humor. E mesmo assim, não me importo se você estiver de aparelho, engordado, ou usando óculos. A verdade é que sempre gostei de conversar contigo, e talvez por isso sempre passo de bicicleta na sua rua, assim como quem não quer nada querendo tudo, e o tudo nesse lugar sem nada, seria passar tardes e mais tardes papeando em baixo de uma árvore qualquer. Já não sou como antes, mas mantenho o fascínio em te escutar, talvez a gente se esbarre na fila do pão, ou quem sabe eu toque sua campainha. Mas se nada disso acontecer, voltaremos para nossas cidades há um distância considerável. Posso conviver com isso, mas não quero, por isso ainda passarei mais umas três vezes na sua rua por dia.

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