quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Maçã.
Suas expressões tomam contornos artísticos quando você sorri. Há uma harmonia ímpar; uma singeleza rara. É como se todo o seu rosto se preparasse para à apresentação do seu sorriso, e na mais pueril analogia, seus lábios - vermelhos demais para qualquer mortal - se abrem como uma cortina de teatro, e não seria forçado dizer que o brilho é o mesmo de um ator iluminado. Você tem um olhar que não me deixa ter dúvidas do que você quer. Você joga com todo esse charme, e eu parado ali, pareço um garoto que se perdeu dos pais. Você me tem nas suas mãos e abusa disso. Quando passa, seus cabelos provam que há um complô. Uma conspiração para me tirar das bases, e eu caio. Quando se aproxima e me pergunta qualquer coisa, sou incapaz de jogar, apenas digo o que se passa aqui em meio a essa confusão. Você sorri da minha sinceridade, diz que está extinta, eu me recomponho. Você se vai e exala uma sensação de que a aproximação é iminente. Eu fico tentando te desvendar, e é impossível não pensar no teu balanço. Sim, suas pernas me chamam para o contato. Você olha e me vê te desejando, agora seu sorriso é diabolicamente sensual. O lugar é propício. Você sabe, eu sei, mas eles nunca saberão.
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Que lindo esse texto!
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