sexta-feira, 15 de julho de 2011

Tudo se completa, mareia.


E quando o mar olha para si,
e vê que perde espaço para à areia...
A branca e suave areia que insiste adentrar o mar
Percebe o menino brincando,
fazendo castelos magníficos, com um sorriso belissímo em sua face, preferindo à pálida e seca areia, que o azul e molhado mar.

Logo um sentimento leviano toma conta.
Sua ira é demonstrada ao piscar os olhos de uma forma mais rápida,
que invade à disputada areia, destruindo tudo que está de pé feito com ela.
Assusta todos desatentos a sua fúria.

Ele em seu íntimo pensamento, acredita que se toda areia estiver coberta, todos vão preferir ir ao seu encontro, e já que estão molhados...
Por que não um mergulho?
Com o caminho livre, todos apreciarão as inúmeras vezes que, com glamour, pisca os olhos, com um efeito espécie de onda, uma onda de cor azul.

O mar mesmo sendo durão desaba ao falar desse assunto:
- Todos disputam um lugar em seu colo. Todos querem o melhor lugar. Muitos nem entram, nem se molham, mas ficar nela todos ficam! E os esportes praticados... Ela tem mais amigos do que eu; todas as mulheres que não podem molhar seus cabelos ficam até ao entardecer. Se sinto ciúmes? Sim! Ainda mais dos luais, que são feitos com a sua cumplicidade.

Com sua revolta quase que mortal, às vezes se deprime, se acha inferior...
O que o leva, depois de muita choro, a seu estado de ressaca.

Mal sabe o que se passa do lado de cá...

Ela, adentra nele todas às vezes, para saber como é abraçar o mundo, cada vez que ele, com seu belissímo movimento de abrir e fechar os olhos, vem espionar à costa...
E ainda volta com mais vida!

Sua virilidade e sua iniciativa são a inveja dos imóveis.


A areia tem cíumes de sua cor, que enche os olhos de todos.
Não gosta do seu efeito devastador: quando menos se espera, com a ajuda do sol que esquenta, toma todos os seus amigos como uma espécie de imã.
Quando se vê, já está só!

Com sua fala tímida, ela desaba:
- Todos se vão quando o sol bate, todos querem se refrescar. Além do mais ninguém vem para me ver, todos vem para ver o mar; para um mergulho.Eu tenho tanto cíumes dele, por viajar o mundo; por atravessar continentes; de ser tão cheio de vida. Eu só fico aqui parada, e no final de tudo fico com o rastro de todos, até ele devolve a mim qualquer coisa que não aceita.

E assim, com a junção das magnitudes, se forma a praia.
Sem ele, ela não seria tão disputada.
Sem ela, ele não passaria de água.
Tudo se completa.

Herácliton Caleb

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